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Visão do Projeto

1. Identificação

Nome do projeto: Controle de Acesso de Veículos

Instituição: Instituto Federal de Pernambuco — Campus Belo Jardim

Disciplina: Projeto Integrador — Práticas Reais de Software e Segurança

Equipe:

  • José Ernandes Gonçalves Costa
  • Raíssa Beatriz Marinho dos Santos

Cliente inicial: Eurico Lopes — Setor de Transporte

Versão: 0.2

Status do documento: Visão consolidada do problema e do recorte veicular; requisitos detalhados e regras institucionais continuam rastreados no backlog

Última atualização: 24 de setembro de 2026

2. Contexto

O IFPE Campus Belo Jardim possui um processo de controle de entrada, saída e permanência de pessoas e veículos nas dependências do campus.

Atualmente, parte desse processo é realizada manualmente, por meio de formulários impressos preenchidos na portaria. O porteiro realiza o preenchimento inicial dos registros e, durante a troca de turno, o vigilante assume a continuidade do processo.

Posteriormente, os formulários são encaminhados ao Setor de Transporte, onde são conferidos e arquivados.

Durante os levantamentos realizados com profissionais da portaria e em reunião com o responsável pelo Setor de Transporte, foram identificados sete formulários utilizados no processo atual.

Dois formulários estão diretamente relacionados ao controle de veículos:

  • Formulário nº 01: controle de saída e entrada dos veículos do campus.
  • Formulário nº 02: controle geral de entrada e saída de veículos no campus.

Os outros cinco formulários estão relacionados ao controle de pessoas sem veículo:

  • Formulário nº 03: controle de entrada e saída de pedestres.
  • Formulário nº 04: controle de entrada e saída de pedestres para caminhada ou atividade física.
  • Formulário nº 05: controle de entrada e saída de visitantes.
  • Formulário nº 06: controle de entrada e saída de servidores.
  • Formulário nº 07: controle de entrada e saída de terceirizados.

O foco inicial deste projeto será o controle e a movimentação de veículos, utilizando principalmente os Formulários nº 01 e nº 02 como referência para o levantamento dos requisitos.

Os Formulários nº 03 a nº 07 serão considerados como contexto do processo geral do Setor de Transporte e Vigilância e poderão ser tratados futuramente por outro módulo, projeto ou integração.

Também foi informado que a catraca existente na portaria está sem motor, empenada e quebrada, funcionando manualmente quando possível. Essa condição representa uma limitação operacional do processo atual.

3. Formulários analisados

A equipe recebeu e analisou os sete formulários utilizados atualmente.

3.1. Formulário nº 01 — Veículos do campus

O formulário é denominado:

Controle de saída e entrada dos veículos do Campus Belo Jardim.

Campos identificados:

  • Data.
  • Porteiro.
  • Assinatura do porteiro.
  • Veículo.
  • Placa.
  • Quilometragem de saída.
  • Horário de saída.
  • Quilometragem de entrada.
  • Horário de entrada.
  • Motorista.
  • Itinerário.

Esse formulário representa o controle de veículos institucionais ou veículos relacionados à operação do campus.

3.2. Formulário nº 02 — Entrada e saída geral de veículos

O formulário é denominado:

Controle geral de entrada e saída de veículos no Campus Belo Jardim.

Campos identificados:

  • Data.
  • Porteiro.
  • Assinatura do porteiro.
  • Nome completo do condutor.
  • Número de RG ou CPF.
  • Veículo.
  • Placa.
  • Horário de entrada.
  • Horário de saída.
  • Objetivo.

Esse formulário representa o principal fluxo geral de entrada e saída de veículos.

3.3. Formulário nº 03 — Pedestres

O formulário é denominado:

Controle de entrada e saída de pedestres no Campus Belo Jardim.

Campos identificados:

  • Data.
  • Porteiro.
  • Assinatura do porteiro.
  • Nome completo.
  • Número de RG ou CPF.
  • Horário de entrada.
  • Horário de saída.
  • Objetivo.

3.4. Formulário nº 04 — Caminhada ou atividade física

O formulário é denominado:

Controle de entrada e saída de pedestres para caminhada ou atividade física.

Campos identificados:

  • Data.
  • Porteiro.
  • Assinatura do porteiro.
  • Nome completo.
  • Número de RG ou CPF.
  • Horário de entrada.
  • Horário de saída.
  • Objetivo.

3.5. Formulário nº 05 — Visitantes

O formulário é denominado:

Controle de entrada e saída de visitantes no Campus Belo Jardim.

Campos identificados:

  • Data.
  • Porteiro.
  • Assinatura do porteiro.
  • Nome completo.
  • Número de RG ou CPF.
  • Horário de entrada.
  • Horário de saída.
  • Objetivo.

3.6. Formulário nº 06 — Servidores

O formulário é denominado:

Controle de entrada e saída de servidores.

Campos identificados:

  • Data.
  • Porteiro.
  • Assinatura do porteiro.
  • Funcionário.
  • Entrada pela manhã.
  • Saída pela manhã.
  • Entrada à tarde.
  • Saída à tarde.
  • Entrada à noite.
  • Saída à noite.
  • Assinatura.
  • Data da assinatura.

3.7. Formulário nº 07 — Terceirizados

O formulário é denominado:

Controle de entrada e saída de terceirizados.

Campos identificados:

  • Data.
  • Porteiro ou porteira.
  • Assinatura do porteiro.
  • Funcionário.
  • Entrada pela manhã.
  • Saída pela manhã.
  • Entrada à tarde.
  • Saída à tarde.
  • Entrada à noite.
  • Saída à noite.
  • Assinatura.
  • Data da assinatura.

4. Problema identificado

O controle baseado em formulários físicos gera dificuldades operacionais e administrativas.

Entre os principais problemas identificados estão:

  • Dificuldade para localizar registros de períodos antigos.
  • Conferência manual dos formulários.
  • Dependência de documentos físicos.
  • Grande quantidade de papéis arquivados.
  • Dificuldade durante a troca de turno.
  • Sobrecarga nos horários de pico.
  • Participação de vigilantes no preenchimento como apoio operacional.
  • Possibilidade de registros incompletos ou ilegíveis.
  • Dificuldade para identificar veículos que entraram ou permaneceram no campus.
  • Dificuldade para consultar o responsável por determinado veículo.
  • Dificuldade para relacionar um motorista a uma viagem, multa ou ocorrência.
  • Dificuldade para corrigir e rastrear alterações nos registros.
  • Dificuldade para gerar informações para o Setor de Transporte e a administração.
  • Dificuldade para manter atualizadas as listas de pessoas autorizadas relacionadas aos veículos.
  • Dependência da memória ou de consultas manuais pelos porteiros.
  • Dúvidas sobre o preenchimento do campo “veículo”.
  • Necessidade de refazer formulários quando ocorre um erro, pois os documentos não podem ser rasurados.

Foi informado que são utilizadas, no mínimo, doze folhas impressas por dia. Os registros físicos permanecem arquivados por cinco anos, conforme a prática atualmente adotada.

Também foi relatado um caso em que uma multa recebida no ano anterior exigiu um esforço significativo para localizar o motorista responsável, devido ao processo manual e à organização dos documentos físicos.

Esse caso demonstra a importância de uma solução que permita pesquisar registros por motorista, veículo, placa, data, horário, itinerário e situação.

5. Dores operacionais

5.1. Troca de turno

Quando o porteiro encerra o turno, o vigilante assume a continuidade do processo.

Essa troca pode dificultar a transmissão de informações e a continuidade dos registros, especialmente quando existem:

  • Acessos em andamento.
  • Veículos ainda dentro do campus.
  • Situações excepcionais.
  • Informações pendentes.
  • Eventos ou atividades em andamento.
  • Veículos que precisam permanecer na instituição.

5.2. Horários de pico

Os horários de maior movimento podem aumentar a dificuldade de preenchimento e conferência dos formulários.

Esse cenário pode provocar:

  • Filas.
  • Registros incompletos.
  • Maior possibilidade de erro.
  • Demora no atendimento.
  • Dificuldade para localizar rapidamente uma informação.
  • Aumento da necessidade de apoio dos vigilantes.

5.3. Arquivamento físico

Os formulários são conferidos e arquivados pelo Setor de Transporte.

O arquivamento em papel aumenta a dificuldade para localizar informações antigas e exige:

  • Espaço físico.
  • Organização manual.
  • Conferência dos documentos.
  • Consulta aos arquivos.
  • Manutenção dos formulários por vários anos.

5.4. Identificação de motoristas

Em situações como multas ou infrações, pode ser necessário identificar quem estava conduzindo determinado veículo em uma data específica.

O processo atual pode tornar essa identificação demorada, principalmente quando é necessário consultar documentos de períodos antigos.

5.5. Operação por novos porteiros

Foi relatado por uma porteira que está iniciando suas atividades que é difícil memorizar o nome de todos os funcionários do campus.

Em algumas situações, é necessário interromper o atendimento para consultar planilhas e verificar se determinada pessoa está autorizada.

Também foi informado que algumas pessoas que não trabalham mais na instituição ainda aparecem nas planilhas utilizadas para consulta.

Esse problema indica a necessidade de manter atualizadas as informações relacionadas às pessoas e aos veículos autorizados, sem transformar o projeto em um sistema geral de controle de pessoas.

5.6. Erros nos formulários

Foi informado que os formulários físicos não podem ser rasurados, pois são documentos oficiais do processo.

Quando ocorre um erro de preenchimento, é necessário refazer o formulário, o que provoca:

  • Retrabalho.
  • Consumo adicional de papel.
  • Demora no atendimento.
  • Possibilidade de perda de informações.
  • Dificuldade para corrigir dados mantendo o histórico.

6. Objetivo geral

Desenvolver uma solução digital para substituir ou apoiar o processo atual de controle de acesso e movimentação de veículos no IFPE Campus Belo Jardim.

A solução deverá centralizar os registros atualmente realizados nos Formulários nº 01 e nº 02, facilitar a consulta das informações, apoiar a conferência pelo Setor de Transporte e melhorar a rastreabilidade dos acessos, movimentações e responsáveis relacionados aos veículos.

7. Objetivos específicos

  • Digitalizar os registros veiculares atualmente realizados em formulários físicos.
  • Centralizar os dados do Formulário nº 01 e do Formulário nº 02.
  • Registrar condutores e responsáveis por veículos.
  • Cadastrar veículos utilizados para acesso ao campus.
  • Associar veículos aos seus responsáveis.
  • Registrar entradas e saídas de veículos.
  • Registrar o objetivo ou a finalidade do acesso veicular.
  • Registrar motorista, quilometragem e itinerário de veículos institucionais.
  • Diferenciar categorias e situações de acesso veicular.
  • Apoiar o trabalho de porteiros e vigilantes.
  • Facilitar a continuidade do processo durante a troca de turno.
  • Permitir ao Setor de Transporte consultar e conferir os registros.
  • Facilitar a localização de registros antigos.
  • Apoiar a identificação do motorista relacionado a viagens, multas ou ocorrências.
  • Registrar veículos de discentes residentes no campus.
  • Registrar veículos relacionados a eventos, treinos, jogos e caminhadas quando aplicável.
  • Registrar veículos que permanecem no campus por motivos excepcionais.
  • Registrar acessos temporários de veículos, quando aplicável.
  • Permitir correções controladas nos registros.
  • Manter histórico das alterações realizadas.
  • Registrar motivos de recusa de acesso veicular, quando aplicável.
  • Gerar informações e relatórios para os setores autorizados.
  • Considerar segurança, privacidade e controle de acesso aos dados armazenados.
  • Permitir futuras evoluções tecnológicas, como reconhecimento de placas e integração com equipamentos físicos.

8. Limite de escopo relacionado a pessoas

O foco principal deste projeto é o controle de acesso e movimentação de veículos.

O projeto não tem como objetivo principal controlar todos os acessos de pessoas que entram no campus sem veículo, como:

  • Visitantes que entram a pé para caminhar.
  • Pessoas que entram a pé para jogar bola.
  • Participantes de atividades esportivas sem veículo.
  • Visitantes que precisam apenas apresentar documentação para acesso a pé.
  • Controle geral de pessoas que circulam pelo campus sem relação com veículo.
  • Controle geral de servidores sem relação com veículos.
  • Controle geral de terceirizados sem relação com veículos.

Essas situações podem ser consideradas como contexto ou dependência externa, mas não constituem o núcleo do sistema.

Uma pessoa poderá ser registrada no sistema quando houver relação direta com um veículo, por exemplo:

  • Condutor.
  • Responsável pelo veículo.
  • Passageiro de veículo.
  • Pessoa relacionada a uma autorização veicular.
  • Visitante que chega em veículo.
  • Responsável por veículo de evento.
  • Motorista de veículo institucional.

O controle geral de visitantes e pessoas sem veículos poderá ser tratado futuramente por outro sistema, módulo ou projeto institucional.

9. Stakeholders identificados

9.1. Setor de Transporte

O Setor de Transporte é o cliente inicial e possui responsabilidades relacionadas a:

  • Autorizar acessos veiculares, conforme as regras institucionais.
  • Receber os formulários preenchidos.
  • Conferir os registros.
  • Arquivar os documentos.
  • Consultar informações históricas.
  • Apoiar a identificação de responsáveis por veículos.
  • Possivelmente corrigir registros quando necessário.
  • Apoiar a definição dos requisitos do sistema.

9.2. Porteiro

O porteiro realiza o preenchimento inicial dos registros e participa do controle de entrada e saída de veículos.

Também pode:

  • Consultar informações necessárias para o atendimento.
  • Autorizar determinados acessos conforme as regras vigentes.
  • Registrar objetivos de entrada.
  • Informar restrições aos usuários.
  • Registrar entradas de mototáxis durante a semana.
  • Identificar erros nos registros.
  • Registrar motivos de recusa de acesso, caso aplicável.
  • Informar a data e identificar-se como responsável pelo preenchimento.

9.3. Vigilante

O vigilante assume a continuidade do processo durante a troca de turno do porteiro.

Também pode:

  • Realizar registros de apoio.
  • Registrar veículos que permanecem no campus.
  • Controlar a abertura e o fechamento da quadra.
  • Apoiar o controle de eventos, treinos e jogos.
  • Consultar informações necessárias para a segurança.

As permissões formais do vigilante ainda deverão ser detalhadas.

9.4. SEGAI

O SEGAI é responsável pelo controle relacionado aos discentes residentes no alojamento do campus.

Esse controle inclui os veículos utilizados por alunos internos, conforme as regras institucionais.

O fluxo de autorização, registro e comunicação entre o SEGAI, o Setor de Transporte e a portaria ainda deverá ser detalhado.

9.5. Setor de Segurança

O Setor de Segurança comunica à portaria informações relacionadas a:

  • Eventos.
  • Treinos.
  • Jogos.
  • Caminhadas.
  • Outras atividades autorizadas.
  • Restrições de circulação.
  • Funcionários autorizados para plantões.

9.6. Responsável pelo evento

O responsável pelo evento deve informar previamente:

  • Pessoas que precisarão acessar o campus.
  • Veículos necessários.
  • Limite de veículos, quando aplicável.
  • Data e horário do evento.
  • Área ou local utilizado.

O controle de crachás não faz parte do escopo principal deste projeto.

9.7. Condutor ou responsável pelo veículo

O condutor ou responsável pelo veículo fornece as informações necessárias para o registro do acesso e pode ser associado a:

  • Veículo.
  • Entrada.
  • Saída.
  • Finalidade.
  • Ocorrência.
  • Autorização.

10. Visão preliminar da solução

A solução preliminar consiste em substituir os formulários físicos por registros digitais centralizados relacionados ao acesso e à movimentação de veículos.

O sistema poderá ser utilizado pelos responsáveis autorizados da portaria, pelos vigilantes e pelo Setor de Transporte, respeitando diferentes níveis de acesso.

A primeira solução deverá priorizar:

  • Cadastro e consulta de condutores e responsáveis.
  • Cadastro e consulta de veículos.
  • Associação entre pessoas e veículos.
  • Registro de entrada.
  • Registro de saída.
  • Registro de veículos institucionais.
  • Registro de quilometragem.
  • Registro de itinerário.
  • Consulta de registros.
  • Conferência pelo Setor de Transporte.
  • Controle das diferentes situações de acesso veicular.
  • Localização de registros históricos.
  • Histórico de alterações.
  • Apoio à identificação de responsáveis por veículos.
  • Registro de recusas e exceções, quando aplicável.

O sistema deverá permitir que o processo seja realizado digitalmente, sem depender da impressão dos formulários físicos como principal forma de registro.

A necessidade de manter cópias físicas ou realizar impressões deverá ser definida com o Setor de Transporte e com os responsáveis institucionais.

11. Tipos de registros preliminares

11.1. Veículo de visitante

Poderão ser registrados:

  • Nome do condutor.
  • Documento, se confirmado como necessário para o acesso veicular.
  • Veículo.
  • Placa.
  • Horário de entrada.
  • Horário de saída.
  • Objetivo da visita.

O controle de visitantes que entram a pé não faz parte do escopo principal deste projeto.

11.2. Veículos de terceirizados

Caso um terceirizado utilize um veículo para acessar o campus, poderão ser registrados:

  • Nome do condutor.
  • Empresa, se aplicável.
  • Veículo.
  • Placa.
  • Horário de entrada.
  • Horário de saída.
  • Objetivo do acesso.

O Formulário nº 07 registra terceirizados sem campos de veículos. A relação entre esse formulário e o controle veicular ainda deverá ser confirmada.

11.3. Terceirizados federais

A existência de um fluxo veicular específico para terceirizados federais ainda não foi confirmada.

A diferença entre terceirizado comum e terceirizado federal, bem como suas regras relacionadas a veículos, deverá ser validada com o Setor de Transporte.

11.4. Veículos institucionais

Poderão ser registrados:

  • Veículo.
  • Placa.
  • Motorista.
  • Responsável, se aplicável.
  • Horário de saída.
  • Horário de entrada ou retorno.
  • Quilometragem de saída.
  • Quilometragem de entrada.
  • Itinerário.
  • Objetivo ou destino da utilização.
  • Ocorrências relacionadas à viagem.

Os campos de quilometragem, motorista e itinerário foram identificados diretamente no Formulário nº 01.

11.5. Veículos de discentes residentes

Os veículos de internos são veículos utilizados por discentes que residem no alojamento do campus.

O controle desses veículos está relacionado ao SEGAI.

Ainda deverão ser confirmados:

  • Dados necessários.
  • Responsável pela autorização.
  • Validade da autorização.
  • Regras de permanência.
  • Procedimento em caso de incidente.
  • Relação entre SEGAI, Setor de Transporte e portaria.

11.6. Veículos relacionados a eventos

Para eventos, poderão ser registrados:

  • Nome do evento.
  • Responsável.
  • Data.
  • Horário.
  • Veículos autorizados.
  • Limite de veículos.
  • Área de acesso.
  • Observações.

O responsável pelo evento informa previamente as necessidades, o Setor de Segurança comunica as orientações e a portaria realiza o controle dos veículos.

11.7. Veículos relacionados a treinos e jogos

Treinos e jogos realizados na quadra são comunicados previamente à portaria.

Poderão ser registrados:

  • Atividade.
  • Responsável.
  • Data.
  • Horário.
  • Veículos.
  • Área autorizada.

Os vigilantes podem ser responsáveis por abrir e fechar a quadra.

11.8. Veículos relacionados a caminhadas

O acesso de pessoas a pé para caminhadas não é o foco principal deste projeto.

Entretanto, veículos relacionados à atividade poderão ser registrados quando fizerem parte do controle de acesso veicular.

O acesso deverá respeitar a área autorizada para a caminhada, relacionada ao campo e ao seu entorno.

11.9. Veículos que permanecem no campus

Veículos que permanecem na instituição por motivo excepcional devem ser registrados pelos vigilantes.

Exemplos:

  • Carro quebrado.
  • Motocicleta quebrada.
  • Necessidade excepcional de permanência.

O registro poderá conter:

  • Pessoa responsável.
  • Veículo.
  • Placa.
  • Motivo.
  • Data de entrada.
  • Data prevista de saída.
  • Data efetiva de saída.
  • Observações.

12. Acessos temporários e mototáxis

Durante a semana, mototáxis podem acessar o campus mediante autorização do porteiro.

O acesso deve possuir uma finalidade específica, como:

  • Levar um aluno ou funcionário até determinado bloco.
  • Buscar um aluno ou funcionário em determinado local.
  • Realizar um deslocamento autorizado dentro do campus.

O porteiro deve registrar, quando aplicável:

  • Condutor.
  • Passageiro, quando necessário.
  • Veículo.
  • Placa.
  • Objetivo.
  • Local de destino.
  • Horário de entrada.
  • Horário de saída ou encerramento do acesso.

O mototáxi deve permanecer no campus somente pelo tempo necessário para concluir o deslocamento autorizado.

Nos finais de semana, o acesso de mototáxis é proibido, conforme a orientação informada durante o levantamento.

A regra deverá ser validada e detalhada, incluindo:

  • Dias e horários.
  • Áreas permitidas.
  • Pessoas autorizadas a liberar o acesso.
  • Forma de registrar a saída.
  • Tratamento de descumprimentos.
  • Possibilidade de autorização excepcional.

13. Arquivamento e retenção

Atualmente, os formulários físicos são conferidos e arquivados pelo Setor de Transporte.

Foi informado que os documentos permanecem arquivados por cinco anos.

Ainda não foi confirmado se esse prazo:

  • É definido por uma norma institucional.
  • Decorre de uma obrigação administrativa.
  • É apenas uma prática de organização.
  • Está relacionado ao acúmulo de papel.

Com a digitalização, o prazo de retenção deverá ser definido formalmente pela instituição.

O sistema deverá considerar:

  • Busca por período.
  • Controle de acesso.
  • Histórico de alterações.
  • Backup.
  • Recuperação de dados.
  • Exportação autorizada.
  • Política de retenção.
  • Descarte seguro, quando aplicável.

A digitalização não autoriza automaticamente a alteração do prazo de retenção. Essa decisão deverá ser validada pelo setor responsável.

14. Controle de acesso e permissões

Os perfis preliminares são:

  • Porteiro.
  • Vigilante.
  • Setor de Transporte.
  • Setor de Segurança.
  • SEGAI.
  • Administrador do sistema.

As permissões ainda deverão ser detalhadas.

Uma proposta inicial é:

Perfil Possíveis permissões
Porteiro Registrar entradas e saídas, consultar informações necessárias e autorizar acessos permitidos
Vigilante Registrar acessos durante a troca de turno, permanências e ocorrências
Setor de Transporte Autorizar, consultar, conferir e corrigir registros
Setor de Segurança Consultar atividades, eventos, restrições e ocorrências
SEGAI Consultar e gerenciar registros relacionados aos veículos de internos
Administrador Gerenciar usuários, perfis e configurações

Essa matriz é preliminar e deve ser validada com os responsáveis.

15. Correção e rastreabilidade

O sistema deverá permitir a correção de registros quando um erro for identificado.

A correção deverá, preferencialmente, registrar:

  • Usuário que realizou a alteração.
  • Data e horário.
  • Campo alterado.
  • Valor anterior.
  • Novo valor.
  • Motivo da alteração.

O registro original não deve ser simplesmente apagado sem histórico, especialmente em situações relacionadas a multas, ocorrências ou responsabilidades administrativas.

16. Possível evolução tecnológica

Após a validação do processo digital, poderão ser avaliadas evoluções como:

  • Autorizações temporárias digitais.
  • Alertas de permanência excedida.
  • Reconhecimento automático de placas.
  • Classificação auxiliar do tipo de veículo.
  • Integração com câmeras existentes.
  • Integração com catraca ou cancela.
  • Sensores de passagem.
  • Controle de vagas.
  • Relatórios gerenciais.
  • Integração com outros sistemas institucionais.

A câmera e a automação da catraca não fazem parte da primeira definição obrigatória do projeto. Essas funcionalidades dependerão de:

  • Infraestrutura disponível.
  • Equipamentos compatíveis.
  • Rede.
  • Orçamento.
  • Regras institucionais.
  • Validação do cliente.
  • Análise de segurança e privacidade.

17. Escopo preliminar

17.1. Possível primeira versão

A primeira versão poderá contemplar:

  • Cadastro de usuários.
  • Controle de perfis e permissões.
  • Cadastro de condutores e responsáveis.
  • Cadastro de veículos.
  • Associação entre pessoas e veículos.
  • Registro de entradas.
  • Registro de saídas.
  • Consulta de registros veiculares.
  • Busca por pessoa relacionada, veículo, placa e período.
  • Classificação do tipo de acesso veicular.
  • Registro de objetivos.
  • Registro de veículos institucionais.
  • Registro de quilometragem de saída e entrada.
  • Registro de motorista.
  • Registro de itinerário.
  • Consulta de veículos que ainda não registraram saída ou retorno.
  • Registro de ocorrências relacionadas a veículos.
  • Correção controlada de registros.
  • Histórico de alterações.
  • Consulta pelo Setor de Transporte.
  • Registro de recusas de acesso veicular, caso confirmado.

17.2. Fora do escopo inicial

Não fazem parte do foco principal da primeira versão:

  • Controle geral de visitantes que entram a pé.
  • Cadastro geral de participantes de caminhadas sem veículo.
  • Controle geral de pessoas que entram para jogar bola sem veículo.
  • Gestão de crachás.
  • Controle completo de circulação de pessoas no campus.
  • Sistema geral de identificação pessoal.
  • Controle independente de servidores sem relação com veículos.
  • Controle independente de terceirizados sem relação com veículos.

17.3. Evoluções futuras

  • Autorizações temporárias avançadas.
  • Alertas automáticos.
  • Reconhecimento de placas.
  • Integração com catraca.
  • Sensores de passagem.
  • Controle de vagas.
  • Aplicação para solicitação de acesso.
  • Relatórios gerenciais avançados.
  • Integração com câmeras.
  • Integração com sistemas institucionais.
  • Expansão para os fluxos de pessoas sem veículos.

18. Limites preliminares

O projeto não deverá ser considerado inicialmente como:

  • Sistema completo de vigilância do campus.
  • Sistema de reconhecimento facial.
  • Sistema geral de controle de pessoas.
  • Substituto da decisão administrativa dos responsáveis.
  • Garantia absoluta da identidade do condutor.
  • Solução jurídica definitiva sobre responsabilidade por veículos.
  • Mecanismo automático de punição.
  • Sistema limitado obrigatoriamente à utilização de câmeras.
  • Sistema responsável pelo controle de crachás de eventos.
  • Sistema responsável inicialmente pelos Formulários nº 03 a nº 07.

O controle geral de pessoas e os formulários não veiculares poderão ser tratados por outro processo, módulo ou projeto institucional.

19. Segurança e privacidade

O sistema poderá tratar dados como:

  • Nome do condutor ou responsável.
  • Identificação institucional, caso necessária.
  • Documento, caso seja confirmado como necessário.
  • Placa.
  • Tipo de veículo.
  • Horários.
  • Objetivo do acesso.
  • Responsável pelo veículo.
  • Itinerário de veículo institucional.
  • Dados de eventos relacionados a veículos.
  • Registros de ocorrências.
  • Histórico de alterações.
  • Imagens, caso as câmeras sejam adotadas.

O tratamento desses dados deverá observar:

  • Finalidade definida.
  • Coleta mínima.
  • Controle de acesso por perfil.
  • Proteção de credenciais.
  • Registro de ações relevantes.
  • Política de retenção.
  • Proteção contra acessos indevidos.
  • Uso restrito de imagens.
  • Backup protegido.
  • Recuperação de dados.
  • Descarte ou anonimização quando aplicável.

A necessidade de armazenar documentos e imagens deverá ser confirmada antes da implementação.

20. Premissas

  • O processo atual utiliza formulários físicos.
  • O porteiro realiza o preenchimento inicial.
  • O vigilante assume o processo durante a troca de turno.
  • O Setor de Transporte confere e arquiva os formulários.
  • Foram identificados sete tipos de formulários.
  • Os Formulários nº 01 e nº 02 são os principais documentos relacionados ao controle de veículos.
  • O Setor de Transporte é responsável por autorizações relacionadas ao processo.
  • O SEGAI está relacionado ao controle de veículos de discentes residentes.
  • Eventos devem informar previamente os veículos necessários.
  • O Setor de Segurança comunica orientações à portaria.
  • A catraca está sem motor e apresenta problemas físicos.
  • A digitalização dos registros é uma necessidade identificada.
  • A câmera é uma possibilidade de evolução.
  • A stack tecnológica ainda será definida pela equipe e pelos professores.
  • O foco principal do projeto é o controle de veículos.
  • Os Formulários nº 03 a nº 07 fazem parte do contexto institucional, mas não do núcleo inicial.

21. Restrições

  • Os formulários foram analisados, mas os requisitos ainda precisam ser validados.
  • Nem todas as regras institucionais foram formalmente recebidas.
  • As permissões de cada perfil ainda precisam ser validadas.
  • O prazo digital de retenção ainda não foi definido.
  • A infraestrutura da portaria pode limitar a automação.
  • A catraca está empenada e quebrada.
  • O volume total de acessos ainda precisa ser medido.
  • A diferença entre terceirizado comum e terceirizado federal ainda precisa ser confirmada.
  • A obrigatoriedade de documentos ainda precisa ser analisada conforme cada tipo de acesso veicular.
  • As regras formais para mototáxis ainda precisam ser documentadas.
  • O fluxo completo de veículos de internos ainda precisa ser detalhado.
  • A stack e o ambiente de implantação ainda não foram definidos.
  • A relação entre o Formulário nº 02 e visitantes que chegam em veículos ainda precisa ser confirmada.
  • O significado exato do campo “veículo” do Formulário nº 02 ainda precisa ser confirmado.
  • A obrigatoriedade do RG ou CPF no fluxo veicular ainda precisa ser validada.

22. Questões em aberto

  • Quais são as regras institucionais definitivas para os Formulários nº 01 e nº 02?
  • Quais campos são obrigatórios no Formulário nº 01?
  • Quais campos são obrigatórios no Formulário nº 02?
  • O campo “veículo” representa tipo, modelo, identificação patrimonial ou outra informação?
  • RG ou CPF é realmente necessário no registro de veículos?
  • Quais documentos devem ser aceitos?
  • O objetivo deve ser texto livre ou uma lista de opções?
  • O itinerário deve registrar destino ou trajeto completo?
  • Quem pode criar uma autorização veicular?
  • Quem pode aprovar uma autorização?
  • Quem pode cancelar uma autorização?
  • Quem pode corrigir um registro após a conferência?
  • O vigilante terá as mesmas permissões do porteiro?
  • Qual é o prazo oficial de retenção digital?
  • O prazo atual de cinco anos é obrigatório?
  • Como funciona o controle dos veículos de internos?
  • Quais são as permissões do SEGAI?
  • Como são autorizados os eventos?
  • Qual é o prazo para envio das informações de um evento?
  • Como é definido o limite de veículos?
  • Quais áreas são permitidas para cada atividade?
  • Quais são as regras oficiais para mototáxis?
  • Como deve ser registrada a saída do mototáxi?
  • O que ocorre quando um veículo permanece no campus?
  • Quem deve ser avisado sobre uma ocorrência?
  • O sistema substituirá totalmente os formulários físicos?
  • Será necessária impressão de relatórios?
  • Existe infraestrutura para um computador ou tablet na portaria?
  • Existem câmeras adequadas para reconhecimento de placas?
  • A catraca poderá receber motor e integração?
  • O objetivo inclui controle de estacionamento?
  • Haverá mais de uma portaria?
  • Qual será o volume diário de acessos?
  • Quais relatórios o Setor de Transporte precisa consultar?
  • Quais são as regras formais para entrada de veículos sem placa?
  • Quais são as regras formais para entrada de motociclistas sem capacete?
  • Quais situações devem gerar recusa de acesso?
  • Como deve ser registrada uma recusa?
  • Os Formulários nº 03 a nº 07 serão integrados futuramente?
  • O projeto deverá manter um único cadastro de pessoas para os fluxos veiculares e não veiculares?

23. Resultado esperado

Espera-se que o projeto resulte em uma solução digital capaz de substituir ou apoiar os formulários físicos e melhorar a organização do controle de acesso e movimentação de veículos no IFPE Campus Belo Jardim.

A solução deverá facilitar:

  • O registro de entradas e saídas.
  • O controle da saída e do retorno de veículos institucionais.
  • O registro de quilometragem.
  • O registro de itinerários.
  • A consulta de informações antigas.
  • A conferência realizada pelo Setor de Transporte.
  • A continuidade do processo durante a troca de turno.
  • A identificação de motoristas.
  • A consulta de veículos e responsáveis.
  • O controle de eventos e acessos especiais relacionados a veículos.
  • O acompanhamento de veículos que permanecem no campus.
  • A correção rastreável de registros.
  • O registro de recusas e exceções.
  • A geração de informações para os setores autorizados.

A solução deverá ser desenvolvida de forma incremental, começando pela digitalização e centralização dos registros veiculares dos Formulários nº 01 e nº 02 e permitindo evoluções futuras para autorizações avançadas, alertas, reconhecimento de placas, integração com equipamentos físicos e possível expansão para outros formulários.

24. Origem das informações

Este documento foi elaborado a partir de:

  • Material apresentado nas disciplinas do Projeto Integrador.
  • Levantamento preliminar realizado com porteiros da portaria.
  • Conversas com profissionais que atuam na portaria.
  • Reunião com Eurico Lopes, do Setor de Transporte.
  • Formulários nº 01 a nº 07 disponibilizados pelo Setor de Transporte.
  • Informações sobre os formulários, a conferência e o arquivamento.
  • Informações sobre troca de turno, vigilantes e horários de pico.
  • Informações sobre veículos institucionais e identificação de motoristas.
  • Informações sobre eventos, caminhadas, treinos, jogos e mototáxis.
  • Discussões preliminares da equipe sobre possíveis soluções.

25. Status e validação

Este documento representa a visão consolidada do problema, dos interessados e do recorte veicular. O estado implementado e as versões canônicas dos documentos estão em Status do Projeto; requisitos e decisões ainda revisáveis permanecem em Requisitos e Backlog e nas Issues do repositório.

As informações relacionadas ao processo atual foram ampliadas após reuniões com o Setor de Transporte, conversas com profissionais da portaria e análise dos sete formulários recebidos.

As informações detalhadas ainda dependem:

  • Da validação formal das regras institucionais.
  • Da definição das permissões dos usuários.
  • Da homologação formal dos fluxos com os quatro perfis.
  • Da priorização dos incrementos posteriores ao MVP.
  • Da confirmação da necessidade de cada campo.
  • Da definição do tratamento dos dados pessoais.
  • Da validação dos requisitos com os responsáveis.

As informações deste documento não devem ser consideradas requisitos definitivos até que sejam:

  • Confirmadas pelos responsáveis.
  • Relacionadas aos formulários correspondentes.
  • Priorizadas com o cliente.
  • Transformadas em requisitos com critérios de aceite.
  • Aprovadas pela equipe e pelos professores responsáveis.

O documento deverá ser atualizado quando novas decisões alterarem a visão do produto; mudanças operacionais menores devem permanecer nos requisitos e nas issues, evitando transformar esta página em histórico de implementação.